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sexta-feira, 23 de maio de 2014

PARA OUVIR E ESCUTAR: QWAZAAR & BATSAUCE

  Marty Brown, mais conhecido como Qwazaar, é um rapper de Chicago, EUA, atuante na cena underground em que se destaca pelas letras e sempre buscando jeitos diferentes de rimar (flow). É um dos fundadores do brilhante Typical Cats, que fez um certo barulho no começo dos anos 2000.

 Batsauce (Britt Traynhamé produtor/dj/multiinstrumentista e também é dos EUA, mas da Flórida.
Além de ser a terça parte do projeto The Smile Rays,e de alguns discos solo, tem uma série de colaborações com nomes estranhos e consagrados da música negra estadunidense como Mr. Lif, Bahamadia e George Clinton, só pra citar alguns.

 Entre as excelentes colaborações, tem algumas com Qwazaar, sendo algumas reunidas aqui nesse Long Play de 2011, Bat meets Blaine.
Combinação perfeita de dois artistas que não aceitam limites na sua arte. Pra quem tem saudade daquela sonoridade anos 90.

 Aqui um video da criativa dupla:



 Não é bão demais? Então dá um loudi!





quinta-feira, 22 de maio de 2014

PARA OUVIR E ESCUTAR: ELECTRIC WIRE HUSTLE

  Essa é uma daquelas bandas que quando você ouve, fica atônito.
Foi o que aconteceu comigo quando ouvi pela primeira vez o DJ Rebeldia tocando no bar/loja Sensorial Discos.

 Parei a conversa, olhei pra ele e fiquei prestando atenção no que saía dos sulcos do vinil, boquiaberto. Era como se Al Green tivesse nascido nos anos 1990 e, ouvindo Maxwell, tivesse pensado: um dia vou fazer um som assim.

 Essa grupo neo-zelandês traz uma sonoridade soul/jazz ímpar, diferente do que se ouve muito por aí. Tão singular que a versão em vinil é artigo raro, e olha que o disco é de 2010.

Com muita dificuldade consegui achar um link na rede, baixei e acho muito correto compartilhar com quem quiser ouvir.

Aqui um video-clipe dos caras, uma palhinha, Perception.







terça-feira, 28 de janeiro de 2014

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

PARA OUVIR E ESCUTAR: TINA BROOKS


 Harold Floyd "Tina" Brooks (1932/1974) nasceu na Carolina do Norte, Estados Unidos da América.

 Saxofonista, foi um dos expoentes do chamado Hard Bop, um estilo de jazz com forte acentuação do Rhythm and Blues, da Música Gospel Negra e do próprio Blues, chamado algumas vezes de "funky hard bop".

 Aliás, o primeiro trabalho profissional de "Tina" (apelido de infância) foi com o pianista de Rhythm and Blues Sonny Thompson.

 Tina Brooks conhecia um monte de mestres do Jazz por acompanhá-los em seus concertos e discos, tanto é que nas reuniões que ele mesmo fez sob sua batuta, o time era invejável: Art Blakey, Paul Chambers, Lee Morgan, Sonny Clark, Freddie Hubbard, só pra citar alguns.

 Com exceção de True Blue, Tina não viu nenhuma das suas outras "reuniões" se transformar em disco. A gravadora decidiu engavetar o material, que foi lançado décadas depois.

 Um detalhe que vale a pena ressaltar é que boa parte do material registrado é de autoria de Tina, que também era um excelente compositor.

 Aqui temos três dos quatro discos que traz a obra deste mestre:

Minor Move(1958), True Blue(1960) e Back To The Tracks(1960).
Ficou faltando The Waiting Game(1961), última sessão feita pelo saxofonista, que depois não gravou mais nada e morreu em 1974, vítima da heroína.

 Indicado para quem gosta e quem não gosta de Jazz, pois, se você que não aprecia não começar depois de ouvir Tina Brooks, é ruim da cabeça e doente do pé. E do ouvido também.

Ouça até enjoar!






segunda-feira, 16 de setembro de 2013

PARA OUVIR E ESCUTAR: LENNIE HIBBERT


 Leonard Aloysius Hibbert (1928 -1980), nasceu em Mavis Bank, Jamaica.


 Como praticamente muitos dos garotos orfãos da ilha, também estudou na famosa Alpha Boys' School, instituição católica que trabalha na promoção do bem-estar de crianças, cujo curso de música forneceu ao mundo diversos representantes da música jamaicana. Sim, as freiras adoram um Reggae!


 Na escola, se dedicou à bateria, mas foi no período em que ingressou no serviço militar que definiu seu instrumento, o vibrafone. Tempos depois voltaria ao colégio, mas desta vez como professor.


 Quem gosta de jazz está acostumado a ver e ouvir esse instrumento soando com seu timbre metalizado, ou até mesmo no Mento ou no Calypso, mas Lennie Hibbert traz o vibrafone para o caldeirão sonoro jamaicano, temperando sem moderação com os ritmos produzidos nos EUA e no Caribe da época.


 Os discos Creation (1969) e More Creation (1971), foram lançados pelo selo Studio One, do sempre atento Clement "Sir Coxsone" Dodd.

Ouça até enjoar!













PARA OUVIR E ESCUTAR: NICO GOMEZ AND HIS AFRO PERCUSSION INC.


 Joseph Van Het Groenewoud (1925-1992), embora tenha nascido na Holanda, foi na Bélgica que se estabeleceu. Fugindo dos serviços militares, também mudou o nome para Nico Ooms, para confundir ainda mais as autoridades holandesas.

 Em terras belgas, se tornou um dos grandes nomes da música Afro-Latina do país. Oi?

 Sim, esse sujeito, que pouco se sabe da vida pessoal esteve no meio da febre afro-caribenha que influenciou boa parte da Europa, entre os anos 50 e 70, do século passado.
Na década de 50, esteve na formação do famoso e influente grupo The Chakachas, e na década de 60 muda definitivamente seu nome para Nico Gomez, nome este que estampa as várias das capas dos discos clássicos que viria gravar.

 Ritual, de 1971, traz músicas de Perez Prado e Tom Jobim, além de músicas próprias do mestre.
Dentro desse caldeirão ainda sentimos o sabor do Soul e do Rock Psicodélico, tudo cantado em perfeito espanhol(!).

 Ouça até enjoar!




 enjoe!




sexta-feira, 18 de maio de 2012

FOTO SÍNTESE: BABYCAKES

  Neil Gaiman, famoso autor de romances e quadrinhos, tem em seu livro Smokes And Mirrors, um conto chamado Babycakes, um dos vários contos registrados nesse volume lançado em 2001.
  Jouni Koponen, um ilustrador e designer finlandês, transformou esse conto em imagens e o resultado é esse aí. Sem mais.









quinta-feira, 17 de maio de 2012

PARA VER E OLHAR: LET'S GET LOST

  Ame ou odeie. Chesney Henry Baker Jr (1929/1988) foi em toda a sua vida o oposto de sua música. Ele é o típico exemplo de que a obra e a persona que a cria podem ser bem diferentes e quem se beneficia dela - nesse caso o ouvinte - tem de saber dissociar. Pra mim ainda é um exercício, sendo ele o responsável pela aquisição de um trompete por esse que vos escreve, uns dez anos atrás.
  Depois de lida a ótima biografia de James Gavin, ficou aquela impressão de que tinha morrido um herói. 
  Esse é um documentário feito nos anos 80 por Bruce Weber e nos mostra uma pessoa desfigurada pela vida, onde seus depoimentos só puderam ser adquiridos após o uso de drogas, tão necessárias quanto o ar pra ele.
  Depoimentos de fãs, familiares e músicos ajudam a contar as várias estórias, reais ou falsas desse ícone do jazz. Mas sobretudo uma sessão musical nos faz entender o motivo do fascínio por esse professor.



sexta-feira, 11 de maio de 2012

PARA VER E OLHAR: BIRD

  Forest Whitaker incorpora Charlie Parker, ou simplesmente Bird, uma dessas figuras atormentadas que tem tanta coisa dentro de si que acabam partindo cedo, pois chega uma hora que já não "se cabem", mas não sem antes deixar o seu legado, a sua marca na História da humanidade.
 O filme é bem leve em relação ao que esse professor passou na vida, seus vícios e a loucura, que o fizeram subir de andar aos 34 anos de idade. Assista até enjoar.

                                  ENJOE! (torrent com legendas) 


PARA VER E OLHAR: POR VOLTA DA MEIA-NOITE (ROUND MIDNIGHT)

Belíssimo filme. Vale cada momento. Se você gosta de jazz, assista até enjoar.
Leia aqui um breve texto sobre o filme, muito bem feito, do blogue Análise Indiscreta.
                                 ENJOE! (torrent com legendas)





terça-feira, 3 de abril de 2012

PODCAST: CELEBRANDO A VIDA # 02

 Devido ao enorme número de pedidos solicitamos ao dj Obama Lee Baden que dispusesse seu Dj Set para o deleite dos que participaram da grande festa no final de 2011 Celebrando a Vida, edição de número dois.
Como sua agenda é muito concorrida demorou um pouco mas finalmente ele disponibilizou para download/streaming em três formatos: um inteiro, sem interrupções e mais dois que foram carinhosamente apelidados de lado A e lado B, dividindo pra quem achar melhor, dependendo da situação.
A lista de músicas está no player.Confira!

CELEBRANDO A VIDA # 02 FULL MIX




CELEBRANDO A VIDA # 02 LADO A


CELEBRANDO A VIDA # 02 LADO B


LISTA DE CONVIDADOS:
01. ChucuSteady - Frente Cumbiero   
02. ChucuSteady DUB (Mad Professor remix)- Frente Cumbiero
03. Dub Y Guaguanco - Quantic
04. Janaina - Otto       
05. Elsa - Los Destellos       
06. Entre rejas -  Lisandro Meza y su Conjunto   
07. Cumbia La Magdalena - Ocote Soul Sounds       
08. Eastbound - The Budos Band   
09. Muziqawi Silt - Wallias Band
10. Thinking Black - Ike Turner & His Kings of Rhythm   
11. Je'nwi Temi (Don't Gag Me) - Fela Kuti
12. Bear Ham - Tandy Love   
13. Buhala -  Balkan Beat Box   
14. Return Of The Gipsy Sound - Smokey Bandits
15. Money Friend -  Burro Banton   
16. Sure Shot - Beastie Boys   
17. Dancehall Duppy - Tony Matterhorn   
18. Kick It Complex  -  Bassnectar feat. Pesia       
19. High Grade - Capleton   
20. Fita Embolada Do Engenho - RAPadura   
21. Procurando Tu - Jackson do Pandeiro
22. Peça licença pra falar de Alagoas - Toinho de Alagoas   
23. A Dor É Curta E O Nome Cumprido - Odair Cabeça De Poeta & Grupo Capote
24. The Art Of Getting Jumped - De La Soul   
25. Cirandando pela praia - Lia De Itamaracá
26. Maracatu Atômico - Chico Science & Nação Zumbi
27. Loco En El Coco - Cypress Hill   
28. Who's da man - House of Pain           
29. Agora a Casa Cai - Doctor Mc' s   
30. Step Into A World ( Rapture's Delight) - KRS-One
31. The Master Has Come Back  - Damian `Junior Gong` Marley
32. Sound Of Da Police - KRS-One   
33. Nam you're a window shopper - Lilly Allen   
34. Feat Feats - DJ Vadim feat. Emo And Syrus   
35. Triunfo - Emicida
36. Tudo Bem Malandro - Curumin   
37. Soul Power - James Brown
38. Sexy Motherfucker - Prince
39. Berenice - Jorge Ben   
40. Manzè Mona - Raphaël Zachille
41. Bogotá - Criolo   
42. 26 - A Roda   
43. Ai de Mim - Fino Coletivo   
44. Turbulensa - Mayra Andrade   
45. Emergency On Planet Earth - Jamiroquai   
46. Billie Jean (Daft Punk Remix) - Michael Jackson
47. Give It To Me - Madonna
48. Tribulations - LCD Soundsystem
49. Fot I Hose - Casiokids
50. House Of Jealous Lovers - The Rapture   
51. Technotronic - Pump Up The Jam
52. Believe - Chemical Brothers feat. Kele Okereke
53. Satsifaction - Benny Benassi   
54. Technologic - Daft Punk
55. Star 69 - Fatboy Slim   
56. Aqui para Vocês - Buraka Som Sistema feat. Deize Tigrona
57. It Doens't Matter - Chemical Brothers
58. Evil Twin - Modeselektor
59. My Name Is Skrillex - Skrillex
60. Loco - Oddboy
61. Showdown - Pendulum
62. Let's Go - Roksonix & Statelapse   
63. Throw Your Hands Up - Dream & Dantini
64. Fix Up Look Sharp (Dream Remix) - Dizzie Rascall
65. Nympho - Borgore   
66. Smells like teen spirit (Dual RMX) - Nirvana   
67. Blue Eyez - Skream!   
68. Immortal Dub - The Simeons
69. Ordinary version chapter 3 - ImpacT All Stars   
70. Throw Down Your Gun - Dub Syndicate
71. Dromilly Skank - King Tubby   
72. Frontline/Line Dub - Sugar Minott   
73. Dunza Dub - The Aggrovators   
74. A Ya We Deh - Barrington Levy
75. Life Is Not Easy Dub - The Upsetters
76. Lonely woman - Horace Andy
77. Every thing she want - The Lone Ranger   
78. Lets Dance - Gregory Isaacs        
79. Don't Let Me Down - Marcia Griffiths       
80. Standing firm - Jacob Miller   
81. Captivity - Barrington Levy
82. Fade Away - Junior Byles
83. Kingston Town - Alborosie   
84. Welcome To Jamrock - Damian `Junior Gong` Marley   
85. Chase The Devil - Max Romeo   
86. Grass Root - Tommy Mc Cook

quarta-feira, 28 de março de 2012

PARA OUVIR E ESCUTAR: ANTIBALAS AFROBEAT ORCHESTRA

  O Antibalas Afrobeat Orchestra, como o nome já anuncia, é uma banda de Nova York que  bebe litros na fonte africana de Fela Anikulapo Ransome-Kuti (1938-1997), compositor e ativista nigeriano. Além da influência do Afrobeat, o grupo também traz na bagagem outros estilos musicais, mas no fundo todos tem a mesma matriz, a África.
  Formada em 1998, essa orquestra é considerada como responsável pelo ressurgimento do Afrobeat, juntamente com Femi e Seun Kuti, herdeiros dos genes musicais de Fela.
  Em abril eles desembarcam no Brasil pra mostrar o motivo de tanto sucesso mundo afora, incluindo trilha pr'uma peça na Broadway.
  Tem quatro discos lançados que você pode emprestá-los por aqui e ouvir até enjoar.




segunda-feira, 26 de março de 2012

A TELEVISÃO NÃO SERÁ REVOLUCIONADA - EVERYTHING IS A REMIX

 Everything is a remix é uma série de documentários sobre a arte de emprestar ideias alheias.
Nessa nossa era de discussões sobre direito autoral, propriedade intelectual e afins essa série nos mostra como alguns ávidos defensores de suas obras  são meros canalhas.
O que é inspirar-se, samplear e o que é se apropriar de forma indevida, sem que o autor seja ao menos citado.
Se o MegaUpload era uma organização criminosa, Walt Dysney Company também é. Saiba porquê.

Para maiores informações acesso o sítio  http://www.everythingisaremix.info/









segunda-feira, 19 de março de 2012

PARA OUVIR E ESCUTAR - JOHN ZORN


Aproveitando o retorno desse mestre ao Brasil, inicio aqui minha seção de colaboração sonora, o chamado compartilhamento em rede. Afinal é pra isso que estamos aqui nesse planeta, não é?

 John Zorn toca instrumentos desde a infância, começando pelo piano, flauta e violão.
Em casa ouvia todo o tipo de música: música clássica, country, jazz, músicas das mais diversas partes do mundo, roquenrol, etc.
Mas aos 15 anos, Zorn consegue um disco que iria mudar a forma como enxergava a música(um disco do argentino Mauricio Kagel). Segue aqui uma explanação do próprio mestre:

"Cá estamos nós: Kagel, "Improvisation Ajoutée." Comprei esse quando tinha por volta de 15. Ainda lembro: comprara em setembro na Sam Goody, por 98 centavos. E é uma peça realmente alucinante, com rapazes gritando e piando, algo que me atraiu. Tinha ido até a casa de um amigo, ele gostava muito dos Rolling Stones. E eu tinha acabado de comprar o disco, coloquei e ele me olhou com uma expressão.. quem diabos é você? Estás fora de ti? E a mãe dele estava lá, e ela estava como [coloca a palma da mão na bochecha] meu Deus, tira isso... e bem naquele momento tinha decidido: isto era a música."

Ainda na adolescência tocou baixo e só quando ouviu o disco For Alto de Anthony Braxton se interessou pelo saxofone. E não trocou mais.


 A obra dele é muito diversificada, tendo vários projetos pra desenvolver cada estilo de música que estava afim, desde o mais puro jazz, ao free jazz, flertou com o punk, o grindcore, com a música judaica, sempre experimentando e nunca aceitando rótulos.


Nesse final de semana ele se apresenta em São Paulo, desse vez trazendo essa mistura de Klezmer, Jazz e Surf Music, tudo bem ao estilo Zorn. Aula de Música!

Aqui embaixo tem um lugar bem legal onde você pode achar boa parte da discografia do sujeito. Ouça até enjoar.


ENJÔE!

segunda-feira, 5 de março de 2012

A TELEVISÃO NÃO SERÁ REVOLUCIONADA


 "Na região Sul do Mato Grosso do Sul, fronteira com Paraguai, o povo indígena com a maior população no Brasil trava, quase silenciosamente, uma luta desigual pela reconquista de seu território.

  Expulsos pelo contínuo processo de colonização, mais de 40 mil Guarani Kaiowá vivem hoje em menos de 1% de seu território original. Sobre suas terras encontram-se milhares de hectares de cana-de-açúcar plantados por multinacionais que, juntamente com governantes, apresentam o etanol para o mundo como o combustível “limpo” e ecologicamente correto.

  Sem terra e sem floresta, os Guarani Kaiowá convivem há anos com uma epidemia de desnutrição que atinge suas crianças. Sem alternativas de subsistência, adultos e adolescentes são explorados nos canaviais em exaustivas jornadas de trabalho. Na linha de produção do combustível limpo são constantes as autuações feitas pelo Ministério Público do Trabalho que encontram nas usinas trabalho infantil e trabalho escravo.

  Em meio ao delírio da febre do ouro verde (como é chamada a cana-de-açúcar), as lideranças indígenas que enfrentam o poder que se impõe muitas vezes encontram como destino a morte encomendada por fazendeiros."
     
fonte: Mídia Livre - http://vimeo.com/midialivre  

À Sombra de um Delírio Verde

Tempo: 29 min

Países: Argentina, Bélgica e Brasil
Narração: Fabiana Cozza
Direção: An Baccaert, Cristiano Navarro, Nicola Mu
 
À Sombra de um Delírio Verde from Mídia Livre on Vimeo.

BRASIL: A TELEVISÃO NÃO SERÁ REVOLUCIONADA

 "Canudos é aqui, entre Salvador e Simões Filho, na Baía de Aratu. Este filme mostra que a Marinha do Brasil deflagrou nesta região guerra a um grupo de famílias negras descendentes de escravos que vivem ali antes da chegada da marinha. Hoje constituem mais de 50 famílias reconhecida pela Fundação Cultural Palmares como remanescente de quilombo.

 Entre os moradores há pessoas com mais de 100 anos que nasceram no mesmo local onde vivem até hoje. Só que agora sob regime de tensão e violência, aterrorizados: garantem que passam a noite acordados com medo de morrer (soldados passeiam à noite toda pelas suas roças) e têm medo de sair pois quando voltar poderão encontrar a casa derrubada.

 O acesso à comunidade é controlado pelo portão de entrada da Vila Militar, um condomínio de residências de sub-oficiais da Marinha; e os conflitos vêm, sobretudo, com a construção desta Vila, a partir de 1971. As famílias da área foram removidas e desalojadas. Hoje estão proibidas de plantar e sendo expulsas da área.
O filme denuncia flagrantes desrespeitos aos direitos humanos fundamentais."

fonte: bahianarede


sexta-feira, 2 de março de 2012

ENTRE VISTAS: DA PEDREIRA AO PACAEMBU

  
  Essa semana teve a inauguração da Fibra Galeria, na rua Tupi, região nobre de São Paulo.
Segue aqui uma pequena descrição de acordo com os criadores:

"A Fibra é um espaço para difusão de arte, cultura e troca de conhecimento. Criada por profissionais de arte, moda, comunicação e tecnologia, a Galeria apresenta exposições, performances, entre outras manifestações artísticas, além de promover encontros culturais e workshops. No local também são encontradas obras de artes que utilizam a fibra de bananeira como suporte."

  Não vou fazer aqui um análise crítica sobre necessidade de espaços como esse e a relação com a Arte Contemporânea, que muitas vezes se mistura ao que se convencionou chamar de "Arte Urbana"e se realmente há essa necessidade de espaços próprios pra isso. Deixo isso pra outros.
 A intenção principal dessa postagem não é falar da Galeria mas sim de uma personagem que ajudou a pensar e parir. E o que me motiva, orgulho.

  Saída de um lugar muito sujo e muito feio - usando expressão cunhada por uma banda dos saudosos anos 90 - Maíra pra mim é um grande exemplo de como o sistema que inventamos pode ser cruel. E que você não pode de jeito nenhum deixá-lo ganhar de você, por mais que ele te provoque e coloque no chão, como numa briga de ringue.

  Oriunda da Vila Guacuri, extremo da Zona Sul de São Paulo, a estudante de Moda (sim SPFW, na periferia também tem gente ligada à Moda) depois de muito sangue, suor e lágrima conseguiu realizar o sonho de ter um espaço onde pudesse expor/vender suas criações e de amigxs/colaboradorxs.

  Mas antes de abrir com seu sócio uma loja na efervescente rua Augusta (lado Jardins) teve que vender muita camiseta pelas ruas de São Paulo, profissão conhecida pelo Brasil como Camelô.
Juntaram toda grana possível, conseguiram um espaço físico na rua citada e por lá ficaram alguns anos, até que numa certa manhã são surpreendidos por uma porta arrombada e uma loja vazia.

  Pra mim, quem fez isso é um covarde (pra não usar uma expressão mais corriqueira), ladrão de varal. A Oscar Freire estava ali do lado e com objetos muito mais valiosos.

  Depois de um longo recesso, essa guerreira volta atuando em mais uma frente.
Claro que uma "galeria de arte e cultura" suscita outras questões, que não interessam por ora.
Mas quero deixar registrado aqui minha admiração por quem não se contentou com as migalhas que nos são passadas de herança. Pra mim taí a fibra.

  Voltando ao assunto inicial, atualmente na galeria podemos conferir trabalhos muito bons de alguns artistas que foram escolhidos para inaugurar aquelas paredes brancas: Lidia Lisboa, Fredone Fone, Ronah Carraro e Gen Duarte.
A exposição fica até o dia 24 de março. Maiores informações no Facebook ou no sítio da galeria.

http://fibragaleria.com.br/



 





terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

PODCAST: RUN BABE RUN MIX

Hoje em dia, DJ Club pra mim, só na lembrança. Tenho cá os meus motivos que me fizeram perder a vontade de fazer esse rolê, mas que enquanto foram bons... e foram vários.

E essa postagem musical vai em homenagem à tudo isso. Pra galera que tava lá sempre e os que iam de vez em quando. E principalmente pros que se sujeitam a tocar "na parte de cima", esperando algum dia ter o reconhecimento pra poder "tocar lá embaixo". Já ouvi várixs que mandavam muito bem, que até chegavam a "administrar"o lounge mas depois caiam na real, que existia algo mais que beber e entrar de graça no rolê.

Essa aqui vai pro Deyno, pro Marcones, pro Hércules, pro Herton e pra mais uma rapa que não vem o nome agora e especialmente pro Luisinho, o cara mais cricri que eu já conheci na vida, rabugento mestre, que não está mais nesse mundo por simples incompetência da Saúde Pública de São Paulo.






LISTA DE CONVIDADOS:

Ronnie Von - anarquia
Saturday Looks Good To Me - alcohol
Karina Buhr - solo de água fervente
Otis Redding - higher and higher
I'm From Barcelona - hidden track
Roberto Carlos - do outro lado da cidade
Strokes -  hard to explain
Corinne Bailey Rae - paris nights/new york mornings
Reverie Sound Revue - walking around waiting downtown
Cardigans - rise and shine
Headlights - secrets
Rainer maria - ears ring
Smiths - still ill

Radiohead - jigsaw falling into place
Medications - seasons
Everything Is Made In China - my marshell
Evangelista - truth is dark like outer space
The Walkmen - the rat
Tv On The Radio - playhouses

Broken Social Scene - almost crimes
Ra Ra Riot - too too too fast
Aloha - moonless march
Volcano, i'm still excited! - in green
 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

PODCAST: PRA BALANÇAR A CABEÇA MIX

Segue mais uma da série. Duas no mesmo dia, tô inspirado?
Nada, tava lá já mofando essa sessão aqui.
Uma coisa que não me preocupo é de ser sempre atual, o cara que vai sempre tocar as novas, as mais atuais. 
Toco aquilo que acho que serve naquele momento. Algumas já tão passadas pra alguns, mas são novas pra outros. É assim que funciona né não?





LISTA DOS CONVIDADOS:

Tied and Tickled Trio -  calaca
Krush - shin sekai
Common feat. Kanye West - they say
Boards of Canada - rue the whirl
Ana Tijoux - partir de cero
Jazz Addixx - 1200 jazz
F.I.N.O. - cada um sabe bem o que quer
Erykah Badu - me         
Patricia Marx - despertar
Toe - say it ain't so
Sofa Surfers - Gamelan
A Roda - chama dyó
Damu The Fudgemunk - you know who!
Tulipa Ruiz -  aqui
Chinese Man featuring General Eletriks - ta bom
3 na Massa - objeto
Airto Moreira - ginga sem fronteira
Fishone - dear god
Monters of Folk - dear god
The Roots - dear god 2.0
Roots of Orchis - woke dead in the morning
Ino Hidefumi - manai
Azymuth - melo da cuica
Mouse On The Keys - seiren
Cinematic Orchestra - channel 1 suite
 

PODCAST: o retorno em forma de som que sou

 Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.
Eis que trago do limbo este pedaço meu que estava vagando pelo espaço virtual. 
Casa minha que pago as contas de outra forma. Prestação de serviços. 
E volto do jeito que deveria ser, falando de música. Na verdade ouvindo de música.

 Confesso pra vocês, pros que ainda não sabem, que sim, sou um perfeccionista, dos mais moderados mais sou, admito. 
E é aqui nesse campo que eu sou mais p**********sta, no campo musical. 
Se num tá bom, eu encho o caco. Até minha paciência comigo mesmo se esvai.
Mas como as coisas mudam eu também quero mudar, algumas coisas.

E finalmente em cena, volto com aquela mania que se tinha antigamente de gravar uma músicas numa fita cassete, no que se chamava de mixtape e que hoje estranhamente chamam de mixtape uma mix que não está num tape, está num bloco virtual chamado mp3 ou até mesmo num cd, que nem de longe tem formato de fita cassete.

 Enrolei pra casséte (rá!) pra soltar essas crias mas agora de vez em quando vão aparecer por aqui. Uma vez a Diane Padial e o Serginho Poeta me perguntaram que tipo de música eu gostava e que eles não conseguiam definir o meu estilo. Até tentaram. E eu tentei.
Fica mais fácil assim: ouve aqui, veja aqui, leia aqui. Tem explicação melhor?





Segue a lista dos convidados dessa festa:
1. FELA KUTI - FEFE NAA EFE
2. TOMMY GUERRERO - QUE S'EST-II PASSE
3. ERASMO CARLOS - MARIA JOANA
4. MUTANTES - A MINHA MENINA
5. JACKSON DO PANDEIRO - PROCURANDO TU
8. DOM SALVADOR - GUANABARA
9. NOVOS BAHIANOS - VOCE ME DÁ UM DISCO
10. LA PUPUÑA - SAÍDA DE EMERGÊNCIA
11. VIEIRA E SEU CONJUNTO - LAMBADA DA PACHANGA
12. AFRODIZZ - START
13. KIKO DINUCCI E BANDO AFROMACARRÔNICO - RAINHA DAS CABEÇAS
14. ALHAJA QUEEN SALAWA ABENI - ERE LAWA SE
15. PAULINHO E SUA BATERIA - SORONGO
16. TABLA COMPETITION - DISCO DRUM CIRCLE CHECAR ARTISTAS
17. YALLA BABO EXPRESS ORCHESTRA - ADANA/USTI, USTI BABO
18.BALKAN BEAT BOX - KABULECTRO
19. JUNIOR KELLY & SIZZLA - I ALWAYS THINK ABOUT U GIRLS
20. SIZZLA - PUM UP HER PUM PUM
21. SCRUFIZZER - LONELY ROAD
22. RED LIGHT FEAT. MS. DYNAMITE - WHAT U TALKIN ABOUT
23.CHICO SCIENCE & A NAÇÃO ZUMBI - MATEUS ENTER
24. MARACATU NAÇAO ESTRELA BRILHANTE - EVOLUÇAO DA BATERIA
25. LIA DE ITAMARACÁ - CIRANDANDO PELA PRAIA

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


 "De muro em muro" é um documentário que registra o trabalho do grupo Gente Muda. Fugindo um pouco do formato comum de documentários, onde os personagens vão falando e contando e narrando e enchendo linguiça, esse doc foi feito quase que com "áudios de bastidores". Com um gravador portátil, que ficava ligado de tempos em tempos, pra  captar possíveis comentários das pessoas que passavam pelos locais onde eram executados os desenhos, assim como conversas entre o grupo.
  Projeto que começou  na raça e vontade de coletar o material do Gente Muda em formato vídeo, virou uma realidade menos dolorosa quando os realizadores ganharam o projeto VAI da Prefeitura de São Paulo para investir na idéia, pois até então era economizando o dinheiro do lanche pra poder comprar fitas mini-dv.
 Registrando a ação dos grafiteiros em vários bairros da zona sul, o pessoal da Berinjela Filmes conseguiu fazer um filme leve e contagioso, levando em consideração que era pra ser um meio termo entre o didático e vídeo arte, a linearidade e a não-linearidade, pra atingir justamente o entendimento da maioria das pessoas que vivem entre as pinturas do Gente Muda e que são as retratadas. Com trilha sonora de nomes importantes da atual cena musical paulistana como Rockers Control, Eu serei a Hiena e Banalizando, a variedade sonora mostra outras possibilidades e rompe com aquele clichê Grafite + Rap.
  O filme também vai sair em dvd, com alguns extras de cenas que não entraram, making of, comentários de produção e trailers dos próximos trabalhos da Berinjela Filmes (!!!). 

www.fotolog.com/gmuda

ADEUS 2008


Cada passo que eu dou, passo pro próximo,
pois aquele passou, já foi...
Um pé passa o outro, sempre de lado
conectados em um corpo só,
pé segue pé.
Dependendo do passo, o tempo passado
nem passa pelo pé, que sente o caminho
por aquilo que é.
Passo curto é por falta de espaço, atrasando o compasso...
marcha, semblante sem traço, comedido.
Pode ocasionar tropeço, um cadarço sem laço, um pé distraído...
pra que pé, pra que pé.
Passo largo, sem querer ser amargo, é ruim...
passo apressado, adiantando o compasso, desmedido.
Pode ocasionar tropeço, passo em falso, chegar antes do pé...
nada impede, mas o pé pede atenção,
pois o lugar da cara é no céu, não no chão...
cadê pé, cadê pé.
Pés juntos num passo é um pulo...
antecipar o movimento, adiantar o pensamento,
aí, pensa bem: Chegar antes pode pular algum momento...
sendo assim, o pulo eu passo...
pé com pé.
Passo bom é o passo que passa, na medida do tempo,
sem impasse...
e à medida que o tempo passe,
o passo é vivido por aquilo que é...
pé ante pé.

kaiser marius

Cartola - Preciso me encontrar

terça-feira, 18 de setembro de 2007

...senso de humor é fundamental...



...eu não sei exatamente porquê queria um blog, mas com o tempo eu vou descobrir...não vou ficar aqui dando uma de
crícrítico, esses caras que tem mania de ficar divagando sobre obras de outros, vou postar aqui, falar alguma coisa e só...
...talvez seja pela pizza de Renan Calheiros, talvez seja pelo ônibus lotado diariamente e o conformismo paulistano, talvez por exibicionismo às avessas...talvez seja só pra querer compartilhar...vai saber...